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Qual a origem do nome Israel?

Israel origem

Israel é o nome de uma nação, nome que faz referências a esse três elementos: o povo, a terra e o Estado. O Estado de Israel fica na terra de Israel onde vive o povo de Israel. Bem, mas qual a origem desse nome, e o que ele significa? É o que vamos ver agora. ContextoEsse nome tem origem por volta do século XIX a.C. no acontecimento relatado no livro de Gênesis capítulo 32 versículo 29. É a primeira vez que esse nome aparece. A história bíblica nos conta que Jacó enquanto voltava para Canaã para a casa de seu pai conforme a ordem de Deus (Gênesis 31:3), ele soube que seu irmão Esaú lhe vinha ao encontro juntamente com quatrocentos homens. Ao ouvir isso Jacó temeu muito e se perturbou, pois pensava que Esaú saira para guerrear contra ele ainda com raiva pelo que aconteceu quando perdeu a bênção de seu pai após vender seu direito de primogênito (Gênesis 27:18-42). Jacó então orou a Deus por livramento e concebeu um plano enviando três grupos de rebanhos como presentes a Esaú na tentativa de lhe apaziguar antes que os dois se encontrassem. Pela noite Jacó fez sua família e seus bens atravessarem o ribeiro de Jaboque, ficando ele só. De repente apareceu um homem e começou a lutar com ele até o romper da manhã. O homem que com Jacó lutava não conseguindo vencê-lo, lhe tocou na articulação da coxa, uma espécie de golpe, de sorte que Jacó ficou manco. O homem lhe pediu que o deixasse ir, porque havia amanhecido. Segundo a opinião dos rabinos no Midrash – Bereshit Rabbah 78, ele precisava ir porque o seu tempo de louvar ao Senhor (ao romper da manhã) havia chegado. O homem em questão era um anjo representante do próprio Deus, de sorte que percebendo Jacó com quem lutava, pediu ao anjo que ele lhe abençoasse. O anjo lhe perguntou: “qual é o teu nome?”, ele disse: “Jacó”. Significado de JacóNa concepção hebraica o nome de alguém está ligado à sua personalidade. O nome define o destino da pessoa ou é definido pelo seu caráter. Jacó, em hebraico “Yaakov – יַעֲקֹב” significa calcanhar pois ele nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão Esaú. Esse nome também pode trazer a ideia de “enganador”ou de alguém “esperto” (“Ele me enganou – VaYakveni” – Gênesis 27:36). A raiz do nome é Ekev – עקב – calcanhar. Essa é a mesma raiz da palavra “enganoso – Akov – עקב” como em Jeremias 17:9: “enganoso é o coração – akov halev”. Em sua trajetória Jacó enganou diversas vezes. Enganou seu irmão, enganou seu pai, enganou seu tio. Isso está ligado ao seu próprio nascimento, agarrado ao calcanhar de Esaú. Se alguém pega no calcanhar do outro é para derrubar. Significado de IsraelDe volta a história, o anjo lhe diz: “já não te chamarás Jacó mas Israel, pois lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste”. O hebraico diz: “ki im Israel ki sarita im Elohim – כִּ֖י אִם־יִשְׂרָאֵ֑ל כִּֽי־שָׂרִ֧יתָ עִם־אֱלֹהִ֛ים”. Israel – ישראל é a junção da raíz do verbo que quer dizer lutar Sarah – שרה e da palavra El – אל que quer dizer Deus. Portanto Israel significa “o que luta com Deus” porque “sarita im Elohim – lutaste com Deus”. O anjo provavelmente estava lhe revelando que Deus lhe mudaria o nome, como lemos em Gênesis 35:10: “Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó. Já não te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome. E lhe chamou Israel.”O leitor talvez fique confuso com o significado de Sarah, já que é bem conhecido que quer dizer “princesa”. Isso também, pois a raiz do verbo “lutar” e a palavra “princesa” são formadas das mesmas letras: שרה.Algumas versões das traduções bíblicas podem trazer “pois como príncipe lutaste como Deus” porque a palavra príncipe está no nome Israel ישראל, sar – שר. No entanto, importante ressaltar que a ênfase do anjo acerca da mudança do nome foi o fato de Jacó ser um lutador, e ali ter lutado com Deus. O profeta Oseias nos deixa claro isso: “No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão; no vigor da sua idade, lutou com Deus; lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe pediu mercê; em Betel, achou a Deus, e ali falou Deus conosco” Oseias 12:3-4Assim, Israel tornou-se o nome designador da nação oriunda das tribos dos seus 12 filhos, os filhos de Israel. Nação que vive até ao dia de hoje.

Sionismo, o que é isso?

Sionismo, o que é isso?

O ano é 2026 e assuntos relacionados a Israel, Palestina, Oriente médio, judeus, árabes e correlatos ganham cada vez mais destaque, especialmente pelos acontecimentos recentes dos últimos anos, causando interesse, curiosidade, confusão e desinformação. O termo Sionismo não é exceção. Neste breve artigo, explicaremos de forma simples o que é Sionismo, suas duas principais variações e abordaremos resumidamente sua história, história essa que pretendemos abordar pormenorizadamente depois. Conceito Sionismo é o movimento de autodeterminação do povo judeu, originalmente de forma mais exata se trata do retorno do povo judeu para Eretz Yisrael, a Terra de Israel. Esse retorno tem várias faces, fazendo do Sionismo um termo guarda-chuva para abrigar os diversos Sionismos. O termo foi cunhado pelo escritor e jornalista judeu austríaco Nathan Birnbaum (1864–1937) em seu periódico Selbstemanzipation. Para quem não está familiarizado, nos anos 70 e 135 d.C. houveram dois grandes acontecimentos que impulsionaram a diáspora e iniciaram o exílio dos judeus: a destruição do Segundo Templo e a expulsão do povo pelo imperador Adriano respectivamente. Ainda assim, por quase três séculos após a destruição do Templo, a Judeia (renomeada Palestina pelo imperador Adriano) continuou como uma região de maioria judaica. Todavia, no século XI a maioria dos judeus que lá viviam foram expulsos e mortos em batalha na Primeira Cruzada. Daquele momento em diante o ato de retornar para casa assumiu um significado especial, e o Sionismo foi seu ápice. Sionismo Religioso Rabino Reines sentado ao centro juntamente com outros membros do Movimento Mizrachi em 1902. Oficialmente é o movimento baseado na fusão da religião e da nacionalidade judaica. Pode ser traçado até os precursores do Hibbat Zion (posteriormente Hovevei Zion), incluindo os rabinos Yehudah Alkalai, Zvi Kalischer, Naftali Zvin Yehudah Berlin e Shmuel Mohilever. O rabino Mohilever (1824-1898) ao longo de sua vida se comprometeu ao retorno dos judeus a Israel. Foi líder do Hovevei Zion, uma confederação informal no leste europeu para promover a Aliá (imigração) à Eretz Yisrael e promover o desenvolvimento agrícola na terra, e concebeu a ideia dela como o Centro Espiritual – Mercaz Ruhani (מרכז רוחני), que originou o primeiro órgão institucional do Sionismo Religioso, o movimento Mizrachi, fundado em 1902 pelo rabino Yitzchak Yaakov Reines, com o objetivo de fazer da Eretz Yisrael o centro espiritual do judaísmo. O rabino Reines foi um dos primeiros dentre seus pares a apoiar o Movimento Sionista de Herzl, tendo atendido ao Terceiro Congresso Sionista em 1899 e participado de quase todos os encontros e congressos da Organização Sionista Mundial desde então. Segundo o rabino Reines, a crença no retorno de Israel a sua terra é uma das fundações básicas da fé judaica, e que “Nacionalismo” é a primeira e fundamental parte da fé de Israel.   Sionismo Político Leon Pinsker A explosão de Pogroms na Ucrânia (Império russo) e a implementação de leis restritivas aos judeus levou o físico judeu alemão Leon Pinsker à uma conclusão evidenciada no panfleto chamado “Autoemancipação”1 publicado em 1882. Nele, Pinsker diz que os judeus constituem um elemento distintivo entre as nações nas quais eles vivem, que não podem assimilar-se e nem serem aceitos por elas. Argumenta que enquanto o “dia do Messias” não chega, as nações devem perseguir um modo de vida tolerante. O contexto da vida entre os judeus europeus no século XIX demonstrava muito bem a razão das preocupações de Pinsker. A “Autoemancipação” é o que foi chamado de “Sionismo”; a necessidade de uma “independência nacional” do povo judeu, de “se tornar uma nação”, que para Pinsker não era possível até então pela falta de uma pátria, de uma língua e costumes comuns, de um centro de gravidade, de um governo e de uma representação oficial. E mais, pela falta de compreensão entre os judeus de que era necessário viverem de forma independente como uma nação. A conclusão de Pinsker para a solução relativa aos problemas dos judeus nesse contexto era o estabelecimento de um Estado judeu soberano. Nessa época surgiram movimentos para levarem judeus a se estabelecerem na terra de Israel, que juntos formaram os Hovevei Zion. Muitos imigrantes eram oriundos do leste europeu, cujos movimentos como o Hibbat Zion e Bilu foram um dos principais a promoveram a imigração judaica e os assentamentos agrícolas. Um número menor imigrou do Iêmen para Jerusalém. Mas houveram mais imigrações nesse tempo; Essa onda de imigração ficou conhecida como a Primeira Aliá (1882-1903).   Theodor Herzl Todos esses atores e movimentos de fato deram início ao sonho sionista, mas foi Herzl quem o impulsionou, transformou o Sionismo em um projeto político, e se tornou o Símbolo do Movimento, sendo considerado o pai do Estado de Israel. Em 1896 o mundo judaico foi abalado com a publicação de Der Judenstaat – O Estado Judeu2 escrito pelo jornalista húngaro Theodor Herzl e publicado em 14 de Fevereiro daquele ano. Ele estava entre os jornalistas que acompanhavam o julgamento de um oficial do exército francês, Capitão Dreyfus, acusado falsamente por traição e por espionar para o estado alemão, condenado em Janeiro de 1895. A multidão que acompanhava o julgamento gritava “morte ao judeu”. Foi isso que particularmente surpreendeu e afetou Herzl. Porque não estavam gritando “morte ao traidor”? O jornalista percebeu algo que outros antes dele já haviam percebido: não importa se os judeus são plenos cidadãos, têm direitos políticos ou estão integrados na sociedade e vivem no país há séculos, eles não podem ser assimilados ou aceitos, e sempre serão vistos apenas como judeus. Sem saber, Herzl ecoa muito do que foi dito por Pinsker. Em seu livro, ele advoga pelo estabelecimento de um estado judeu autônomo em algum território (não necessariamente na terra de Israel, sendo a Argentina uma outra opção) como solução para a questão judaica. Os judeus não deveriam apenas imigrar para a terra de Israel, mas ter direito político para isso. Herzl convocou o Primeiro Congresso Sionista, sediado em Basel – Suíça de 29 a 31 de Agosto de 1897, que estabeleceu metas para desenvolver os objetivos do sionismo e as bases para um futuro

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